A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou planos nesta sexta-feira (24) para acelerar o desenvolvimento e envio de vacinas experimentais contra o ebola, afirmando que centenas de milhares de doses devem estar prontas para uso na África Ocidental até o meio de 2015.
A agência da ONU confirmou que as duas principais vacinas candidatas já estão passando por testes clínicos com humanos, e disse que outras cinco vacinas experimentais também estão sendo desenvolvidas e serão testadas clinicamente no próximo ano.
"Antes do fim do primeiro semestre de 2015... nós podemos ter disponíveis algumas centenas de milhares de doses. Podem ser 200.000 - pode ser menos ou mais", disse Marie-Paule Kieny, da OMS, após reunião em Genebra com executivos da indústria, especialistas globais em saúde, reguladores de medicamentos e financiadores.
Pesquisadores já estão testando duas vacinas candidatas da GlaxoSmithKline e da NewLink Genetics. Uma terceira, da Johnson & Johnson, deve começar os testes humanos em janeiro.
Primeiro caso em Nova York
Craig Spencer, médico da ONG Médicos Sem Fronteiras, que foi internado nesta quinta-feira (23) em um hospital de Nova York teve resultado positivo em um primeiro teste de ebola. Uma análise complementar ainda não teve seu resultado divulgado.
Primeiro caso em Nova York
Craig Spencer, médico da ONG Médicos Sem Fronteiras, que foi internado nesta quinta-feira (23) em um hospital de Nova York teve resultado positivo em um primeiro teste de ebola. Uma análise complementar ainda não teve seu resultado divulgado.
O paciente, de 33 anos, chegou ao centro médico com sintomas da doença e teve o diagnóstico confirmado em um primeiro exame esta noite, informou prefeito Bill de Blasio. “Os testes realizados confirmaram que o paciente aqui em Nova York tem resultado positivo para ebola”, disse De Blasio.
A epidemia de ebola já matou 4.877 pessoas, de um total de 9.936 infectadas, de acordo com o balanço da OMS desta quarta-feira (22). Os números referem-se aos casos registrados até o dia 19 de outubro. As ocorrências foram na Guiné, Libéria, Serra Leoa, Espanha, Estados Unidos, Senegal e Nigéria. Estes dois últimos países foram declarados livres da doença em 17 e 19 de outubro, respectivamente.
Na Guiné, Libéria e Serra Leoa, a transmissão continua intensa, de acordo com a OMS, principalmente nas capitais dos três países. A organização acredita que o número de casos ainda é subestimado, sobretudo na capital da Libéria, Monróvia. Nos Estados Unidos e na Espanha, onde houve trasmissões localizadas, autoridades continuam monitorando pessoas que possivelmente tiveram contato com os pacientes.
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